As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que o Goiás alcançou a marca histórica de apenas 0,40% de nascimentos não registrados nos 283 Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais presentes em todo o estado de Goiás.
O índice representa uma queda de 1,97 pontos percentuais em relação ao início da série histórica, em 2015, quando a taxa de sub-registro no país era de 2,37%. O patamar atual é o mais próximo da cobertura universal preconizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número também consolida uma trajetória consistente de avanços: em 2023, o índice era de 0,67% e, em 2022, figurava em 1,42%.
“Goiás tem avançado de forma consistente no combate ao sub-registro graças ao trabalho permanente dos registradores civis e à capilaridade dos cartórios em todo o estado. Cada nascimento registrado representa o acesso imediato à cidadania, garantindo direitos fundamentais desde os primeiros dias de vida. Alcançar o menor índice da série histórica demonstra o compromisso dos cartórios goianos com a população e com a universalização do registro civil”, destaca Thyago Gama, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Goiás (Arpen/GO).
As menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%), concentrando os melhores resultados nas regiões Sul e Sudeste. Por outro lado, as maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos se encontravam em Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%), distribuídas pelas regiões Norte e Nordeste.
Veja a evolução do sub-registro de nascimentos em Goiás
| Ano | Índice de Sub-registro |
| 2015 | 2,37% |
| 2016 | 1,20% |
| 2017 | 1,31% |
| 2018 | 1,27% |
| 2019 | 1,05% |
| 2020 | 1,28% |
| 2021 | 1,47% |
| 2022 | 1,42% |
| 2023 | 0,67% |
| 2024 | 0,40% |
Veja o índice dos estados e do DF
| Estado | Taxa (%) | Estado | Taxa (%) |
| Rondônia | 0,49 | Alagoas | 0,56 |
| Acre | 2,71 | Sergipe | 3,10 |
| Amazonas | 4,40 | Bahia | 0,74 |
| Roraima | 13,86 | Minas Gerais | 0,23 |
| Pará | 2,81 | Espírito Santo | 0,43 |
| Amapá | 5,84 | Rio de Janeiro | 0,58 |
| Tocantins | 1,18 | São Paulo | 0,15 |
| Maranhão | 1,94 | Paraná | 0,12 |
| Piauí | 3,98 | Santa Catarina | 0,50 |
| Ceará | 1,35 | Rio Grande do Sul | 0,21 |
| Rio Grande do Norte | 0,73 | Mato Grosso do Sul | 0,58 |
| Paraíba | 0,56 | Mato Grosso | 1,14 |
| Pernambuco | 1,16 | Goiás | 0,40 |
| Distrito Federal (DF) | 0,13 |
Taxa de sub-registro de óbitos atinge 2,51% em 2024 e apresenta queda de 1,5% frente a 2015
A taxa de sub-registro de óbitos também apresentou queda em relação a 2015. Em 2024, a taxa estimada de sub-registro de óbitos foi de 2,51%, enquanto em 2015 o índice era de 4,43%. Isso corresponde a uma taxa de cobertura de 97,4% para o sistema de Estatísticas do Registro Civil.
Os maiores percentuais, acima de 10%, estavam localizados no Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%), Piauí (16,15%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em contrapartida, as menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro (0,14%), Distrito Federal (0,17%), Paraná (0,56%) e São Paulo (0,65%).
Essas disparidades refletem diferenças na infraestrutura de saúde, na densidade de cartórios de registro civil, nas características demográficas (presença de populações rurais, indígenas e quilombolas) e nos níveis de desenvolvimento socioeconômico regional.
As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos são obtidas por meio do pareamento das bases de dados das Estatísticas do Registro Civil, coletadas pelo IBGE, e do Ministério da Saúde, utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Fonte: Assessoria de Comunicação da ARPEN/GO, com informações do IBGE